domingo, 8 de agosto de 2010

Curtindo Curaçao - ago/10



Após uma velejada de sonho desde Bonaire, nossa chegada em Curaçao teve um pouquinho a mais de emoção do que necessário: um dos motores não ligou de jeito nenhum, apesar de todos meus desesperados esforços.

Negociamos bem o estreito e sinuoso canal de entrada a Spanish Waters, uma moleza comparado a conseguir um espacinho na ancoragem lotada, manobrando com apenas um motor no meio dos barcos e rajadas. Após ancorarmos passei uns bons minutos xingando, digo, refletindo - como pode? Motor de arranque novo, instalado, revisado, garantido (e cobrado!) por oficina especializada em St Maarten. Dias depois, com um amigo, descobrimos que o defeito era no polo negativo da chave geral do motor.

Curaçao, com 130 mil habitantes, mudou um pouco desde a ultima vez que estivemos aqui. Notadamente o número de construções e novos prédios e casas a beira-mar. As pessoas em geral são muito simpáticas e sorridentes. Os supermercados são muito bons, encontra-se de tudo do mundo todo e os preços são muito parecidos aos no Brasil, com exceção dos vinhos que são bem mais baratos.

Ancoramos perto de uns barcos cheios de crianças com idade próxima ao Alex e a farra começou imediatamente. Sessões de esqui, mergulho, idas a praia, futebol, fogueiras ao final da tarde, explorações em ruínas, brincadeiras, jogos e balançar-se loucamente pela lateral do barco usando uma adriça e um trapézio de windsurf.

Os adultos também se divertiram bastante com as caminhadas, aperitivos e conversa animada. Ancoragem cheia normalmente é assim, tanta socialização que se a gente não tomar cuidado tem festa todo dia.

Quando estávamos só os 3 a animação não diminuía. Paulinha e Ali detonaram na pista de dança no cockpit, música rolando no volume máximo e os dois quebrando tudo, um arraso.

Um dos momentos mais marcantes para o Alex aqui foi a visita que fizemos ao aquário. Além dos peixes e shows habituais, pode-se interagir com os golfinhos. E lá foi nosso marujo. Em suas palavras, ficou “emocionado”, bonitinho! Quem tem filho consegue entender a sensação...

Por exigência do filhotudo deitávamos todas as noites no trampolim da proa, abraçadinhos e de papo pro ar debaixo de um céu incrivelmente estrelado. Conversando, conversando e filosofando sobre a vida e seus porques. As vezes as divagações eram interrompidas por um “Ce viu?” quando uma estrela cadente cortava o céu. Maravilhoso e inesquecível.

Achamos que essa foi uma das melhores férias que passamos juntos. E já tá todo mundo na contagem regressiva para as próximas férias em dezembro.







quinta-feira, 22 de julho de 2010

Foi bom em Bonaire - jul/10

Duas semanas em Bonaire nos fizeram muito bem. Conseguimos só fazer coisas boas e gostosas!

Vários mergulhos por dia nos brindavam com a companhia dos sargentinhos, aquele peixinho listradinho, bonitinho. Dezenas e dezenas deles, que além da sombrinha e proteção do barco, desfrutavam da deliciosa comida da Paula. A quantidade crescia visivelmente a cada dia. E com os peixinhos pequenos vieram os médios e os um pouquinho maiores, além do nosso amigo tarpoon grandão sempre nadando mais ao fundo.

Ao fundo também foi o Alex, que progrediu bastante nos mergulhos em apnéia, indo até a poita (bloco de concreto submerso no qual o barco fica amarrado) que estava a 6 metros de profundidade.

Com uma água tão clara e convidativa não há como resistir, a gente tem vontade de ficar nadando o tempo todo.

Continuando a cronica esportiva, nos dedicamos a esquiar e obtivemos bons progressos também, com o nosso Alex Slater mandando bem nas cavadas e batidas na marola do bote. Já Paulinha, depois de um longo período afastada da prancha, sofreu uma queda ao tentar uma manobra mais radical, machucou seu lindo joelhinho e andou manquitola por uns tempos (tenho que confessar que estava ainda mais sensual, a maneira como requebrava os quadris, arrastando uma perninha hmmm...) mas agora seu andar já voltou a parecer um poema.

Futebol: muita bola rolou nas areias brancas de Klein Bonaire, uma pequena linda ilha onde íamos de bote. Os são paulinos fanáticos Torres e Ali trocaram infinitos passes e opiniões sobre a atual situação (vergonhosa) do SPFC no campeonato.



Fomos diversas vezes a Klein Bonaire, inclusive para um super churrasco entremeado por mergulhos e futebol. Além da Eliza e Torres, nossos novos amigos Junior, Angelica, Camila e Fabiola, mergulhadores passando um tempo em Bonaire fizeram parte da festa. Muita cerveja e bobagem rolando, o dia passando gostoso e lá pelas tantas a Fabiola solta a pérola: “se tá ruim pra gente, imagina pros outros”... sem comentários.

E a Paula foi a forra, já que Alex, Fabiola, Torres e eu queimamos nossos pés ao pisarmos inadvertidamente nas brasas do churrasco. Agora ela não era mais a única manquitola.


Para coroar esse dia, o Ali mergulhou de cilindro pela primeira vez. Descemos até uns 10 metros e curtimos emocionantes minutos junto aos corais.

Saímos numa bela manhã de domingo rumo a Curaçao. Um dia clássico, perfeito para velejar. Sol, vento a favor, mar calmo e meus amores comigo. Lembrei-me afinal o que estou fazendo aqui...


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tudo bem em Bonaire - jul/10


Exibir mapa ampliado


Após mais uma prolongada ausência e um merecido descanso aos pobres leitores, eis que voltamos a ativa, agora em Bonaire, nas Antilhas Holandesas.

Sofremos por dois meses todo tipo de decepção, stress e frustrações que um barco pode trazer. Tortura generalizada com sequelas imprevisíveis...

Ficamos presos em um estaleiro/campo de concentração em St Maarten, onde tomaram todo o pouco dinheiro que nos restava e ainda tivemos um tremendo desgaste para concluir alguns serviços. A coisa andou t
ão feia que foi até necessário tirar o barco duas vezes da água, por conta de um desavisado que montou os hélices erroneamente.



Como desgraça pouca é bobagem, estávamos no início da temporada dos furacões, com as ondas tropicais aumentando de frequência e intensidade. Para completar, já tínhamos combinado com Wilson, João e famílias (que viriam com o Ali) um encontro em Los Roques.

Saímos do jeito que dava, com mau tempo e vento contra. Nem pudemos esperar nossas coisas que vinham de navio, e óbvio, atrasaram. Bom, pra fazer curta uma longa história, cá estamos em Bonaire, não conseguimos encontrar a turma em Los Roques, uma chateação total!


Mas tudo está voltando a normalidade. O Ali já está aqui e estamos nos divertindo muito nas águas cristalinas e repletas de peixes. Há um enorme tarpoon que resolveu passar uma temporada debaixo do barco, além de dúzias de sargentinhos.

Wilson e João prometeram nos encontrar em breve. O Torres e a Eliza do Kanaloa são nossos vizinhos de ancoragem e daqui a pouco chega o Santa Paz.

Deveremos reencontrar nossas saudosas tralhas em Curaçao, pertinho daqui, em poucas semanas.

Os dias tem sido muito quentes e ensolarados. Passamos uma boa parte do tempo dentro da água. Muitos peixes-voadores, os maiores que já vimos. Ali e Paula se aprimoram no surf-esqui, e o sagui já esta fazendo umas firulinhas maneiras. Já falei que ele leva mais jeito pro surf, esqui, vela e mergulho, mas o danado -ainda- prefere o futebol.


Sei que ninguém faz questão, mas vamos tentar atualizar o blog com mais frequência. Dúvidas, críticas, elogios e/ou comentários, por favor, seja delicado(a). Ainda estamos nos recuperando.

Beijos